Aos 13 anos, Rayssa Leal conquista medalha de prata no skate em Tóquio

Esperança de medalhas para o Brasil na estreia do skate street nas Olimpíadas, a adolescente maranhense não decepcionou Samir Mello 26/07/2021 1:32,atualizado 26/07/2021 7:09

Aos 13 anos, Rayssa Leal conquista medalha de prata no skate em Tóquio

Rayssa Leal era uma das esperanças de medalha para o Brasil no skate street feminino, estreia da modalidade em Jogos Olímpicos. Com apenas 13 anos, a fadinha não decepcionou e se tornou a brasileira mais jovem a conquistar uma medalha nas Olimpíadas. A atleta maranhense conquistou a medalha de bronze com score total de 14.64. O pódio foi completado pelas japonesas Momiji Nishya, que levou o ouro, e Funa Nakayama, com o bronze. Na fase qualificatória, Fadinha já havia mandado bem, registrando nota 5,05, uma das maiores da rodada. Demonstrando confiança e se divertindo, ela comemorou ao fazer o gesto de “acabou”. PUBLICIDADE As outras duas esperanças de medalha para o Brasil ficaram de fora da fase final da competição. Líder do ranking mundial, a brasileira Pâmela Rosa foi a primeira brasileira a ir para a pista. Ela estava na terceira bateria, ao lado de duas japonesas, uma francesa e uma norte-americana. Sem esconder o nervosismo, errou três das suas sete tentativas – três notas são descartadas – e mandou manobras com baixa pontuação. Após falhar em movimentos que está acostumada a fazer, figurava apenas no oitavo lugar geral, restando cinco competidoras, entre elas as também favoritas Rayssa Leal e Leticia Bufoni, para disputar. Mais sobre o assunto Esportes Aos 12 anos, Rayssa Leal se divide entre vida de criança e sonho olímpico Tóquio 2020 Veja a trajetória de Rayssa Leal, a fadinha medalha de prata em Tóquio Sob enorme pressão e com 7,64, foi para a última manobra sem poder errar. Acertou, fez mais 2,42, subindo para o sexto lugar no geral, porém com enorme risco de eliminação. Os 10,06 foram muito abaixo do esperado, e apenas duas das últimas cinco atletas nas eliminatórias poderiam fazer nota maior. Campeã do mundo em 2015, Leticia foi mais ousada e acabou pagando caro, com dois erros. Abriu sua volta com 2,21, prometendo ainda mais ousadia ao técnico Roger Mancha. Fez 2,58 na segunda volta, ainda ruim. Após cinco voltas na última bateria, Pâmela viu quatro oponentes superarem sua nota. E Rayssa e Letícia ainda corriam riscos com a chinesa e a norte-americana ousando e subindo. Rayssa fez história ao avançar na terceira colocação, Leticia lamentou um erro no qual podia melhorar sua nota e, com 10,91, acabou eliminada após ser superada por Zeng e Sablone na bateria. Com informações da Agência Estado