Procurador não vê crime, mas cita “possível improbidade” de Guedes

Procurador não vê crime, mas cita “possível improbidade” de Guedes

O procurador da República no Distrito Federal João Gabriel de Queiroz afirmou, nesta quarta-feira (13/10), que pode haver improbidade administrativa do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a partir da revelação de que ambos mantêm empresas “offshore” em paraísos fiscais. Queiroz, no entanto, descartou a configuração de crimes e pediu a redistribuição do caso para o núcleo da procuradoria que analisa casos de improbidade. Caberá ao novo procurador avaliar se há elementos para abrir uma apuração formal. “Considerando que os fatos noticiados revelam possível ato de improbidade administrativa, não havendo, contudo, ao menos neste momento, qualquer imputação de ofensa à legislação penal, reconheço a ausência de atribuição deste 9º Ofício de Combate ao Crime e à Improbidade Administrativa, para atuar no presente feito, e determino sua remessa ao NUCIVE [núcleo cível, para redistribuição a um dos Ofícios de Atos Administrativos”, diz trecho do documento.